quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


 Quando você tem uma doença, você pode ter esperança em melhorar, sei que algumas pessoas não têm, mas muitas têm e lutam por isso. Quando você tem depressão de certa forma você desistiu de viver sabe? Você não tem esperança em mais nada, não consegue se sentir feliz, se sentir bem. E dói, dói muito, uma dor que remédio nenhum faz passar, sei que existem remédios, mas quando o efeito passa tudo volta.
É algo que não ta na carne, ta na alma, como se cura a alma? Ela é intocável, não é como um rim ou um fígado que você pode tirar e colocar outro, só se tem uma alma, cada um tem a sua, é algo que não se substitui nunca.

(Andy)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Uma pessoa sai de sua vida, para outra melhor entrar

Amizade


Desde pequenos aprendemos a ser amigos, mesmo sem muita noção disso.
Nascemos para amar uns aos outros e é aí que vemos o quão importante se torna a amizade em nossa vida.
Ela é tão complexa quanto o amor, talvez por ser uma forma de amor, e até mesmo por estar contida nele.
“A amizade é um amor que nunca morre” disse Érico Veríssimo.
Feliz aquele que tem um amigo, com quem compartilhar momentos difíceis, e recordações que nunca se apagam.
Um ombro para chorar, aquele alguém para ligar quando todo o resto do mundo parece estar contra você, aquela pessoa que diz “vai ficar tudo bem”, mesmo quando tudo que nos resta é a duvida de seguir em frente.
Não importa quem seja, se fala nossa língua ou não, o que importa de verdade é o quão importante é esta pessoa em nossa vida, em nossas lembranças.
A amizade nos estimula a vida, nos ajuda a vencer barreiras, ela é o fio condutor de nossas histórias.
Podemos comprovar isso no livro “Capitães da Areia” em que crianças abandonadas contam consigo mesmas para sobreviverem, sozinhos no mundo os amigos lutam contra o preconceito e o desprezo que a sociedade impõe a eles, unidos enfrentavam o mundo de forma corajosa para alcançarem seus sonhos e objetivos.
Temos amostra de que na amizade não tem preconceitos nem julgamentos em “Dom Quixote”, ele luta para salvar sua amada imaginária, e Sancho Pança apesar de saber que seu amigo delira o acompanha por toda a jornada como seu fiel escudeiro.
Na amizade não existe preconceito, julgamento. Existe em si uma forma despretensiosa de amar, onde dar não é uma questão de escolha.
Não existe distância que separe ou mude a forma, nem contradições que nos alienam e nos trilham para longe, pois amizade não é uma paixão pelas coisas mundanas, pelas aparências ou posses, amizade é uma troca onde nunca se perde ou se ganha por dar ou receber, pois o coração atende a todos os chamados da mesma maneira, com igualdade e solidariedade, onde a única coisa que se espera em troca é a própria amizade.
Já dizia um sábio que amigos são a família que a gente escolhe.

(Andy)

Provei meu primeiro cigarro tinha 14 anos. Uma brincadeira na saída do colégio, coisa de adolescente rebelde que quer desafiar o mundo.
Tinha um sabor adocicado, era fresco, com uma fragancia convidativa, experimentei, gostei, comprei.
Hoje espero um encontro e fumo, espero um transporte e fumo, aguardo uma resposta e fumo, escrevo e fumo, como se para compor palavras fosse preciso inalar o precioso cigarro que nunca me falta.
Pensei em quantas amizades ele já me trouxe, apenas com a simples frase "me empresta o isqueiro?"
Depois de um tempo, percebo que preciso fumar para ter algo em mãos, essa necessidade do ser humano em possuir algo, preciso sentir que possuo, que está em minhas mãos. Acender o cigarro para ter o objeto palpável de meus pensamentos, enchendo-me, preenchendo meu corpo leve com a fumaça para esvaziar o peito de todas as dores.
Troquei pessoas por cigarro, está é a minha realidade, ele se tornou um amigo, companheiro das horas. De madrugada quando a dor me vem afligir, já não procuro o telefone, pego uma chama e acendo-o, como se ele fosse capaz de junto com sua fumaça levar embora todas minhas dores.
É carência, cheguei a essa conclusão, arrumei companhia deste jeito, suprir um amor perdido, ter algo em mãos.
Não existe lugar para onde partir, nenhuma casa para chegar, vazio, já não há nada mais, "restava acender outro cigarro, e foi o que fez"

(Andy Carvalho)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012







Eu procurei em outros corpos encontrar você
Eu procurei um bom motivo pra não, pra não falar
Procurei me manter afastado
Mas você me conhece eu faço tudo errado, tudo errado

(CBJR)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

É necessário nos ferir para não ferir os outros

(Andy)

"E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar".

(Caio F)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Me restou a música, a única que não me perde, a única que não perdi.
O tom de cada canção é como o som dos teus passos a caminho de volta pra casa, o barulho imaginário da porta rangendo, teu sussurro me acordando e dizendo que veio desta vez pra ficar.
Me restou a música, acalentando meu desespero, sufocando meu grito silencioso, decifrando palavras que já não sou capaz de compor. Ainda resta você por todos os lugares, ainda resta você em mim, e todos os dias eu peço para que em breve você desapareça.

(Andy)

"[...]De porque eu sempre a procurava apesar de saber o fim previsivel de dor e sofrimento. Aí está. Por que eu corria e ela fugia? Por que eu corria ainda mais quando ela fugia? Como o desespero se transformou em amor? ou sinônimo de amor? Que tipo de amor doentio era esse? mais misterioso que isso, por que diabos ela corria de volta? Um ponto em comum."



Nick Farewell, in Mr Blues e Lady Jazz